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Maria, Mãe de Jesus – uma Serva Humilde

Maria, Mãe de Jesus – uma Serva Humilde

Texto Áureo Lc. 1.38  – Leitura Bíblica: Lc. 1.45-49

INTRODUÇÃO
Em um país de tradição Católica, é normal que os evangélicos assumam uma posição contrária ao dogmas estabelecidos por aquela igreja. Mas é preciso que tenhamos cuidado para não exagerar na criticidade, deixando de reconhecer a humildade dessa serva do Deus Altíssimo, que foi escolhida para a ser a mãe do Salvador. Por isso, na aula de hoje, destacaremos o papel de Maria no plano da salvação, ressaltando, ao mesmo tempo, seu exemplo de humildade, como Serva do Senhor.

1. MARIA, A MÃE DE JESUS
O nome Maria é uma versão grega do hebraico Miriam, e esse era um nome bastante comum nos tempos antigos. Essa mulher teve o privilégio de fazer parte da linha do Messias, e mais que isso, a de se tornar a mãe dEle (Mt. 1.1,15,16). Uma das maiores esperanças de uma mulher judia era a de ser a mãe do Messias, o Prometido do Senhor. E em Maria essa profecia se cumpriu, por meio dela veio Aquele que fora ansiosamente aguardado. Por isso o evangelista reconhece que ela foi agraciada, ou como se encontra no relato bíblico: “muito favorecida” (Lc. 1.28). Entre tantas mulheres judias, Maria se tornou bendita entre todas elas, pois foi alcançada pelo favor divino. É preciso ressaltar que, justamente por se tratar de um ato de graça, Maria não era perfeita, muito menos isenta de pecado. Ao mesmo tempo, destacamos que essa era uma mulher que buscava a presença de Deus, pois em um momento de oração o anjo a ela se dirigiu, afirmando que o Senhor estava com ela (Lc. 1.28). Em relação ao nascimento de Jesus, foi um episódio especial, considerando que Maria era virgem quando Esse foi concebido pelo poder do Espírito Santo (Lc. 1.26,27). Assim ocorreu porque Deus falou por meio do profeta Isaias, quase 760 anos antes de que isso viesse a acontecer (Is. 7.14). Maria teve papel fundamental no plano divino da salvação, mas faz-se necessário coloca-la no devido lugar. Por meio dela se cumpriu a profecia de Gn. 3.15, ou seja, veio aquele que pisaria na cabeça da serpente (Gn. 3.15). Mas essa não pode ser posta no papel de mediadora, considerando que há somente UM mediador entre Deus e os homens, e esse é JESUS (I Tm. 2.5).

2. MARIA, UMA SERVA HUMILDE
Mesmo assim, Maria continua sendo um exemplo de serva humilde de Deus, e não podemos desconsiderar que Ela é digna de imitação. Alguns evangélicos, por desconsiderem a tradição católica, querem também desprezar o papel de Maria no contexto bíblico. Mas essa não é uma atitude apropriada, tendo em vista que ela é uma personagem destacada nas Escrituras. Não podemos dar a ela o status estabelecido pelo catolicismo, mas também não podemos desprezar sua zelo e dedicação ao Senhor. Ela foi escolhida para ser a mãe do Salvador, não necessariamente “de Deus”, como costumar assumir alguns católicos. Ela sabia que Deus a havia escolhido entre milhares, por isso a Ele se dirige com humildade. O plano da salvação é um ato exclusivamente divino, estabelecido desde a eternidade por Deus. Por isso o anjo foi enfático ao declarar: Maria, não temas, porque achaste graça diante de Deus, eis que em teu ventre conceberás e darás a luz um filho, e pôr-lhe-ás o nome de Jesus” (Lc. 1.30,31). Maria é também um exemplo de mãe dedicada, pois desde cedo criou Jesus na religião dos seus antepassados. Nesse particular as mães devem seguir esse modelo, devemos destacar o caso de Lóide e Eunice, que influenciaram positivamente Timóteo (II Tm. 1.5-8). As mães cristãs devem ensinar seus filhos no caminho que devem andar, na esperança de que quando esses vierem a crescer não se desviem dele (Pv. 22.6). Maria, juntamente com seu esposo José, priorizaram a formação espiritual do seu filho, cumprindo todos os requisitos da religião judaica, levando-o ao oitavo dia para ser circuncidado (Lc. 2.21). É preciso que desde cedo os pais conduzam seus filhos a igreja, principalmente para a Escola Bíblica Dominical, para que esses aprendem a orientações para agradar ao Senhor.

3. MARIA, UM EXEMPLO PARA NÓS
A humildade de Maria, e seu reconhecimento de que não passava de uma serva do Senhor, nos serve de exemplo para a vida cristã. Inicialmente, destacamos que ao contrário do que apregoa o catolicismo, Maria não pode ser colocada na posição de “quase-membro-da-trindade”. Algumas fazes comuns tais como “peça a mãe que o filho atende” não têm respaldo bíblico. Ela fez questão de assumir-se como uma escolhida do Senhor para cumprir sua missão no plano da salvação. De igual modo, devemos saber que não passamos de servos, e no sentido do termo grego, doulos, saber que estávamos a serviço do senhor, como diáconos. Ainda que o Senhor tenha chamado alguém para assumir uma alta posição eclesiástica, esse não pode se envaidecer, muito menos utilizar sua função para se impor sobre os demais. Existem casos de abuso espiritual em muitas igrejas evangélicas, alguns líderes não sabem o que significa ser servo, eles preferem ser denominados de ministros. Por causa disso, os excessos acontecem de vez em quando, e a vaidade humana se sobrepõe sobre a vontade de Deus. Como Maria, devemos fazer tudo aquilo que o Senhor quer fazer em nossas vidas, e nas vidas daqueles a quem estamos em posição de responsabilidade (Jo. 2.25). E mais, devemos também estar dispostos a sofrer por causa do evangelho, e em alguns momentos a ficar calado e guardar tudo em silêncio, esperando o tempo de Deus (Lc. 2.20). Uma demonstração bíblica da humildade de Maria é que essa, depois da morte e ressurreição de Jesus, voltou a dedicar-se a oração, e a conviver em comunhão com os demais da igreja (At. 1.14).

CONCLUSÃO
A cristandade deu a Maria, a mãe do Salvador Jesus, uma posição que as Escrituras não respaldam. Por outro lado, alguns evangélicos a descredenciam totalmente, deixando de reconhecer seu papel no plano divino da salvação. Mas precisamos aprender com Maria, sobretudo com sua humildade, que nos leva a refletir sobre nossa atuação, enquanto servos de Deus, com vistas a edificação do corpo de Cristo. Maria aprendeu com o próprio Jesus, pois habitando nEle a plenitude da divindade, assumiu a condição de servo, tendo se esvaziando da glória de outrora (Fp. 2.8,9), quando o Verbo se fez carne (Jo. 1.1, 14).

BIBLIOGRAFIA
LIMA, E. R. de. O caráter do cristão. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.
STEURNAGUEL, V. Fazendo teologia de olho na Maria. Curitiba: Encontro, 2016.




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